segunda-feira, 3 de junho de 2013

Entrevista com José Armando Valente

Entrevista com José Armando Valente, professor do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

"Laboratórios de informática nas escolas ainda não estão integrados aos conteúdos e disciplinas da sala de aula"


8 comentários:

Vanessa disse...

A entrevista com José Armando Valente aborda uma temática muito interessante a respeito da tecnologia na escola, que são inúmeras dentro das salas de aula. São computadores, tablets, lousas digitais que surgem para melhorar a aprendizagem e a qualidade de ensino dos alunos. Mas será que realmente isto está acontecendo?
O que podemos perceber ainda, é que muitos professores vêem tais tecnologias como uma simples fonte de busca de dados retirados geralmente do tão conhecido google, como relata o próprio professor José Armando Valente.
Ao pensarem dessa forma, deixam de perceber a imensidade de recursos que podem ser utilizados e que serviriam sem dúvida nenhuma, no processo de ensino e aprendizagem.
Outro fator que ainda se pode perceber é a resistência ao novo por parte do docente, que a acredita que essa ferramenta não o auxilia em nada, acreditando que os alunos vêem a internet por exemplo, como uma forma de entretenimento, onde podem ter acesso a jogos, sites de relacionamentos, entre outros.
A tecnologia em sala de aula é sim necessária, pois é preciso entender que diante da realidade em que vivemos, onde a era tecnológica impera, se faz necessário que nossos alunos tenham contato com a mesma, para que possam preparar-se, desde cedo para o mundo que os espera. É preciso trazer com mais afinco para a realidade essa nova opção de aprendizagem, sem deixar de lado também o material didático, que precisa estar em consonância com tais ferramentas tecnológicas.

Ricardo A Luzzi disse...

A Informática na educação, é um importante recurso pedagógico, que veio para somar em todas as instituições de ensino. A escola precisa utilizar o computador e suas ferramentas como meio facilitador do processo de ensino –aprendizagem.
O que percebo na entrevista é que as escolas não estão preparadas e não fazem o uso adequado das tecnologias dentro do seu potencial para agregar efetivamente o seu conteúdo . Estamos integralmente baseados na tecnologia como diz o professor , e não vemos este avanço conforme outros seguimentos da sociedade. Hoje a grande maioria dos educadores tem acesso as tecnologias em seu meio, usam as redes sociais, consultam seu imposto de renda pela internet, mas ainda possuem uma resistência ao uso do computador e suas mídias no sentido da educação. O objetivo de convertê-las em recursos educacionais, ainda estão lentos.
Gostei também quando ele falou que devemos repensar a forma de pesquisa e os conteúdos aplicados no lápis e papel para a Era digital, Ali vejo uma infinidade de recursos que o professor pode facilitar seu entendimento ao aluno , claro, não com o intuito de substituir o lápis e o papel , como destaca, mas integrar esses recursos que vieram para ajuda-lo facilitando seu ensino. Como as Lousas digitais,tablets, projetores entre outros. È preciso explorar os interesses que as crianças possuem pelas tecnologias, incluindo a educação especial, buscando idéias e modos a melhorar sua qualidade de ensino através destas grandes ferramentas.
Excelente entrevista !!

THiago Bro disse...

Os educadores vao ter que engolir o que as editoras fizerem e os administradores do governo comprarem. Se envolver e estudar dá muito trabalho.
Entender o que estamos vivendo é principal coisa, a tal visão de mundo, e a realidade não é a coisa mais linda do planeta, e o pessoal não gosta dela, se torna necessário “vir” pro seculo 21 estamos na segunda decáda do terceiro milênio e agora que o povo está se ligando que o PC veio pra ficar, e já estamos se encaminhando pra novas tecnologias (Smarth fones/Android) ainda o PC não é devidamente utilizado na educação, só pra tal “pesquisa” mesmo e olhe lá, alguns já estão mas praticos no uso e buscam coisas de suas matérias, mas são bem poucos, a maioria que distância enquanto puder, mas ainda falto mutio os próprios sistemas on line e softwares do governo ainda estão longe de funcionar perfeitamente, e a internet brasileira, pelo menos longe das capitais, ainda é muito fraca. Mas já dá pra fazer muita coisa basta ter vontade, e pesquisar de verdade no pai dos burros do seculo XXI, google.com, ou no buscador de sua preferência.

Angela Ribeiro disse...

A entrevista é muito interessante e segundo o relato do entrevistado, a utilização da informática associada aos conteúdos escolares ainda é vista com “desconfiança” por alguns professores. Há uma resistência ao “novo”.
Muitos professores alegam que não adaptam a tecnologia ao seus conteúdos devido a fatores como: Pouco número de computadores no laboratório de informática, internet muito lenta (o que dificulta e muito nas pesquisas escolares), dificuldade na usabilidade das novas tecnologias(resistência em utilizar computadores com sistemas operacionais free). Observa-se que ainda alguns professores utilizam as novas tecnologias somente para pesquisa de conteúdos, sendo que poderiam produzir materiais interativos para as suas aulas com o uso da tecnologia.
Apesar de existirem cursos de atualização aos educadores, ainda falta muita informação aos educadores de como utilizar “passo a passo” as tecnologias na educação.
Sabe-se que o uso das tecnologias não substitue os livros, mas por quê não adaptar o uso dos livros digitais? O livro impresso é mais prático, de melhor visibilidade ao usuário, mas a tecnologia já está há anos na educação e vale a pena adaptá-la aos poucos em nossas escolas.
Não foi citado na entrevista, mas ressalta-se que nem todas as escolas brasileiras possuem recursos tecnológicos como: computador, projetor multimídia e tablet, fator este que dificulta a interação entre o professor e a tecnologia.
Outro ponto importante é que a educação a distância já está presente há alguns anos e a tendência é que a mesma ocupe uma fatia grande no mercado educacional(principalmente nas universidades), tornando o aluno 80% autodidata e 20% dependente de um monitor. Vale a pena investir em novas possibilidades de usos das tecnologias, desde que elas sejam de fácil usabilidade por parte dos usuários, cabendo aos profissionais de TI em criar softwares simples, fáceis de usar e compatíveis com diversos sistemas operacionais.
Existem inúmeras possibilidades do uso da tecnologia, até mesmo na educação especial e cabe ao educador pesquisar e receber auxílio destes recursos tecnológicos.
O investimento em TI para a educação ainda é pouco, também cabe aos nossos governantes em adquirir equipamentos de boa qualidade e de fácil manutenção e usabilidade aos usuários.

Carla Soares de Almeida disse...

Carla S. de Almeida...
Segundo a entrevista com José Armando Valente, à 30 anos atrás o uso das tecnologias era apenas para algumas escolas com fins lúdicos, ou seja apenas para jogos. Hoje em dia todas as escolas públicas e privadas possuem laboratórios de informáticas, os quais estão integrados as atividades das escolas, mais ainda não integraram o conteúdo a tecnologia, segundo José Valente nós professores temos que repensar os conteúdos com a Era Digital.
Os educadores estão envolvidos com a tecnologia no dia-a-dia, mas alguns não transferem esses conhecimentos para a sala de aula. A aprendizagem só acontece quando o professor deixar de lado essa resistência ao novo, ao acesso a internet, eles estão incluídos no meio digital mas a sua formação foi com lápis e papel, ou seja o que também deve ser repensado é a formação inicial dos professores que está acontecendo nas Universidades elas devem ser repensadas e remodeladas no sentido de preparar esse professor para estar preparado quando este entrar em uma sala de aula e que a mesma esteja a disposição com estes recursos digitais e ele saber usufruir dessas ferramentas digitais em suas aulas.

Angela Santos disse...

A entrevista é muito interessante,são várias as tecnologias que surgiram para melhorar o aprendizado nas escolas, salas informatizadas,tabletes e outros.Mas nem sempre o uso dessas tecnologias estão agregadas as disciplinas.Essa transformação ainda não aconteceu os professores alguns ainda resistem ao uso da tecnologia.É necessário sim o uso do livro didático mas existem alguns recursos tecnológicos que podem melhorar esse uso. Uma integração de livro com a tecnologia que precisa do professor como mediador e para isso os professores precisam estarem atualizados ou serem preparados para estarem usando essas ferramentas.Os educadores precisam buscar se capacitar para utilizar a tecnologia.E preciso entender que na realidade em que vivemos é necessário que os alunos tenham contato com as tecnologias e possam aprender e não deixando de lado o material didático.Os educadores cada vez mas busquem ferramentas para melhorar o processo ensino e aprendizagem.

Cris Pandolpho disse...

A entrevista José Armando Valente, contextualiza a tecnologia presente na escola com a aprendizagem dos alunos fazendo indagações que nos fazem refletir de que forma esta tecnologia esta sendo utilizada, e se realmente esta havendo a interação entre ensino e tecnologia.
Percebemos que muitas vezes é difícil haver esta interação, justamente por que o professor na maioria das vezes não enxerga a sala de tecnologia como uma extensão da sala de aula, elaborando atividades isoladas para trabalhar naquele momento e depois as mesmas não são mais abordadas ou mesmo discutidas.
A informática na escola tem a responsabilidade de ser usada como ferramenta de auxílio no ensino aprendizado, e os professores devem apropriar-se desta ferramenta.
Muitos educadores já sentiram que é preciso mudar a maneira de ensinar.
É preciso se adaptar ao ritmo e às exigências educacionais dos nossos tempos e as salas de tecnologia e as tecnologias presentes na escola , podem contribuir muito para que estas mudanças ocorram, desenvolvendo habilidades para dar soluções à possíveis problemas de aprendizado, sendo critico de seus próprios resultados , ou seja, aprendendo a aprender com as tecnologias.
Como o entrevistado comenta a forma de ensinar tem que ser ampliada, o material, os assuntos das disciplinas não serão reinventados apenas o educador deverá conhecer o que cada uma das facilidades tecnológicas oferece e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais.
Deve-se apropriar do conhecimento para atingir os objetivos pretendidos e, nesse aspecto, a experiência pedagógica do professor é fundamental conhecendo as técnicas de informações para a realização de atividades em sala de aula e sabendo o que significa construir o conhecimento o educador saberá como introduzir a tecnologia na construção de novos conceitos para um ensino de qualidade.
Sendo assim a interação entre tecnologia e professor será primordial, e o professor será a peça principal para que esta interação ocorra de fato, tendo a tecnologia como parte integrante no processo da construção do conhecimento.

marilene V Borsoi disse...

A entrevista com José Armando Valente aponta um tema muito discutido hoje, que é o uso das tecnologias na escola. O receio por alguns professores em relação ao uso das tecnologias na educação onde muitos usam basicamente como aula de informática, desvinculado do que acontece em sala de aula. Muitas vezes não é muito usado na educação existe uma resistência ao uso do computador envolvendo os conteúdos aplicados em sala de aula. É usado mais para pesquisa. Alguns buscam complementos para suas matérias, mas são poucos.

O acesso a tecnologia cria novos ambientes de aprendizagem e de novas dinâmicas sociais a partir do uso dessas novas ferramentas.

Podemos observar que o uso das TICs podem sim estimular e muito a educação, pois desperta não só no aluno mas em toda sociedade a vontade de aprender algo novo de buscar maiores conhecimentos e isso vem desde a pré escola até a universidade, sendo assim podemos ter uma educação de qualidade. As escolas ao optarem, por um paradigma inovador, precisam derrubar barreiras que segregam o espaço e a criatividade dos professores e dos alunos. Para isso os alunos deverão ser iniciados na utilização de tecnologia para resolver problemas concretos que ocorrem no cotidiano de suas vidas. A aprendizagem precisa ser significativa, desafiadora, problematizadora e instigante a ponto de mobilizar o aluno e o grupo a buscar soluções possíveis para serem discutidas e concretizadas.

As tecnologias da informação e comunicação estão cada vez mais presentes em nossa vida. A grande penetração dos meios tecnológicos na vida cotidiana provoca uma quebra de paradigmas e promove mudanças profundas em importantes processos sociais, como a educação. Hoje, conhecer e saber usar um novo recurso tecnológico significa acesso, difusão e produção de conhecimento.

No entanto, mais do que conhecer as tecnologias da informação e comunicação e saber usa-las como instrumento de ensino e aprendizagem, é preciso buscar uma apropriação consciente e criativa desses meios. Essa nova dimensão vai além do uso dos novos recursos como meio de uma nova pedagogia e caminha na direção de valorizar uma educação para os meios. É preciso uma educação que promova uma formação crítica não apenas como um modo diferente de ensinar e aprender, mas como uma aprendizagem necessária para atuação dos indivíduos no mundo contemporâneo já transformado pelas tecnologias.